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Desenvolvedora da Radix conquista segundo lugar no Hackathon da NASA, entre mais de 6 mil inscritos

A próxima etapa é disputar o mundial

Taurus site Arte de apresentação da solução

A NASA, junto com a ESA (Agência Espacial Europeia) e a JAXA (Agência de Exploração Aeroespacial do Japão), realizou no fim de maio um dos maiores hackathons do mundo: o Space Apps Covid-19 Challenge. A desenvolvedora da Radix, Giovanna Anacleto, foi uma das participantes, e sua equipe conquistou o segundo lugar no desafio nacional, garantindo uma vaga no mundial. 

A maratona de desenvolvimento durou 48 horas e foi, pela primeira vez, on-line. Os participantes deviam analisar os dados relacionados à pandemia no mundo e propor soluções para um dos doze desafios propostos. A equipe de Giovanna ficou com o tema “Purificar o Suprimento de Ar”, que consistia em usar a Estação Espacial Internacional (ISS) como inspiração para desenvolver um sistema para monitorar e/ou purificar o ar em ambientes fechados, como residência, empresa, transporte, e também o espaço.

– Desenvolvemos um sistema autônomo, acessível e compacto de purificação e monitoramento da qualidade do ar para espaços internos com alta poluição e contaminação do ar. O sistema de malha fechada monitora os dados através de sensores. Os indicadores são tratados em um sistema embarcado, que envia as informações para a nuvem, fornecendo um dashboard para o usuário, ao mesmo tempo que aciona os filtros, compostos por microalgas, e uma barreira eletrostática. Esses dois últimos cuidam de toda a qualidade do ar e descontaminação – explica Giovanna sobre a solução, que pode inclusive ser usada contra o vírus do Covid-19: – A carga eletrostática bagunça o vírus, o que faz com que ele fique inativo, tornando incapaz a contaminação.

A equipe de Giovanna era multidisciplinar, e talvez esse tenha sido o segredo para a conquista de um lugar no pódio. A solução foi desenvolvida por cinco jovens de várias áreas, como química, robótica, eletrônica e desenvolvimento de software. Todos eram de um estado diferente do Sudeste e Sul do Brasil, e Giovanna era a única carioca.

- A solução foi um acúmulo de várias ideias do time. Nós queríamos algo que suprisse o problema que nós estamos vivendo atualmente e fomos modelando o projeto a partir das nossas áreas de atuação. Assim, o filtro conseguiu ser consolidado por meio da junção de química, robótica e eletrônica. Já o monitoramento, o tratamento e a coleta dos dados foram feitos com desenvolvimento de software e eletrônica - afirma ela.

Agora, a próxima etapa é o mundial, que acontecerá em agosto. A equipe concorre, com o mesmo projeto, em seis categorias: "Mais Inspirador", “Melhor Conceito de Missão", "Melhor Uso da Ciência", “Melhor Uso de Dados", "Melhor Uso de Hardware" e "Impacto Galáctico". Os prêmios consistem em um convite para visitar o Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), e a oportunidade de apresentar a solução para uma banca de cientistas da Nasa e de outras agências espaciais.

- Estarmos classificados para o mundial já é um grande prêmio. Foi uma experiência muito boa, bem desafiadora! - finaliza a jovem.