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Soluções que usam Inteligência Artificial e BI Analytics no setor energético são as vencedoras do Hackathon Radix

Radix abriu as portas de sua sede para maratona de desenvolvimento. Os melhores projetos ganharam prêmios de 5 mil reais

Radixhackathon site

Depois de 42 horas seguidas de uma intensa maratona de programação e desenvolvimento, chegou ao fim a primeira edição do Hackathon Radix, com dois grandes vencedores. A competição foi dividida em duas categorias: geração de energia e distribuição de energia, e os projetos buscaram solucionar questões de comunicação e confiabilidade de dados coletados de duas das maiores empresas do setor energético brasileiro.

A solução encontrada para a CPFL Energia, que distribui eletricidade a mais de 9,6 milhões de clientes, foi um atendimento automático por meio de Inteligência Artificial, orientado ao perfil do usuário, com reconhecimento de imagem visando agilizar o processo interno. O desafio da empresa era conseguir ampliar a automatização do atendimento aos consumidores finais.

- A integração da equipe foi o nosso grande trunfo. O conhecimento particular de cada um contribuiu para que chegássemos à solução ideal que a empresa buscava e foi isso que nos fez levar o prêmio - conta um dos integrantes da equipe Marvin, Rafael Batista Marcilio, colaborador da Radix, que passou a integrar o quadro de funcionários da empresa há sete meses, depois de ter vencido um outro hackathon.

Para a Engie Brasil, maior produtora privada de energia elétrica do país, com mais de 56 usinas, o desafio proposto foi aumentar a agilidade e confiabilidade da informação transmitida entre operação e usinas. Para isso, a equipe vencedora propôs uma ferramenta via BI Analytics, reduzindo a carga cognitiva da comunicação e proporcionando auditoria e gerência sobre o envio de dados.

Camila Barbosa Gomes de Araújo era uma das meninas que fazia parte do time campeão. Ao lado dela, a Mercúrio contava com outras duas mulheres. A estudante de Engenharia, que já tem em seu currículo seis hackathons, saiu de São José dos Campos, SP, para essa conquista. Segundo ela, humildade e organização foram cruciais para a vitória do grupo.

- Na sexta de madrugada mudamos completamente o projeto que estávamos desenvolvendo e deu certo. Criamos metas para que no primeiro check point, no sábado, já tivéssemos algo funcional a apresentar. E fizemos isso em todos os pitches - conta ela.

A competição teve início às 19h de sexta-feira e só terminou às 13h do último domingo, 7 de julho, quando os ganhadores foram conhecidos. Ao todo, 36 universitários e profissionais do mercado se juntaram a seis colaboradores da Radix em torno de desafios propostos pelas duas empresas.

Os participantes foram divididos em seis equipes e, ao longo do fim de semana, no decorrer das etapas de coding, receberam acompanhamento de mentores (especialistas de diferentes áreas) a fim de promover evolução contínua e consistente dos projetos. 

Os vencedores de cada desafio (geração de energia e distribuição de energia) ganharam prêmios de R$ 5 mil reais, cada grupo, a serem divididos igualmente entre os membros da equipe. Os dois times no segundo lugar ganharam R$ 2 mil reais, seguindo o mesmo critério.

Como em qualquer maratona, os participantes não têm tempo a perder e não costumam tirar muitas horas de sono, por isso a Radix preparou alguns momentos de descontração e relaxamento para os participantes : mesa de ping-pong, ginástica laboral, distribuição de pizzas, além das refeições principais, foram fornecidas ao time de competidores.

O grupo Mercúrio, primeiro lugar do desafio de geração de energia, foi formado por André Araújo, Camila Barbosa, Elizabeth Carvalho, Frank Carrasco, Giovanna Anacleto. O grupo Marvin, primeiro lugar do desafio da área de distribuição, foi formado por Barbara Sousa, Gabriel Costa, Gabriel Freire, Leonardo Vianna e Rafael Marcilio.